domingo, 2 de setembro de 2012

O Primeiro mês de namoro.


Se eu pudesse decretar uma lei nesse momento seria uma que determinasse que todos os casais deveriam se comportam como no primeiro mês de namoro, pela vida toda.
O primeiro mês de namoro é mágico, você fica nas nuvens o tempo todo, um toque no celular e seu coração vibra junto, a pessoa te manda mensagens de bom dia, de boa tarde, de boa noite, de estou pensando em você.
Vocês vão juntos ao cinema ou ao teatro e não se incomodam de ficar de mãos dadas, aliás essa é uma das desculpas de ir ao cinema ou ao teatro, na hora de comer vocês se preocupam em ir para algum lugar que agrade a pessoa, olha só, você até já se ofereceu para pagar a conta toda. Ele pede desculpas por ter olhado para outra pessoa, você sorri e acha fofo, somente vocês dois se bastam. E a primeira vez que vocês fazem amor? É tudo tão bom, a preocupação se o outro está gostando é tanta que você até esquece que está ali também.
E você liga do nada no meio da tarde só pra dar um oi, e você compra coisas do nada, nem que seja um simples bombom de 50 centavos, mas só para que a pessoa saiba que você pensou nela. Palavras como obrigado e desculpa são tão presentes.
Hoje o celular mal toca, mensagem então, se tornou artigo de luxo, mãos dadas no cinema ou no teatro, ai pra que? Na hora de comer cada um vai para o seu lado. Vocês dois já não se bastam, e ele até precisa pegar um dia e sair com os amigos, ha e como se comporta feliz com os amigos, parece um pássaro que acabou de aprender a voar, porque ele não sorri mais assim com você?
E o sexo? Uma coisa mecânica, roteirizada, sem graça.
Presentes do nada? Nada! A outra pessoa mal se lembra a data que o namoro começou para mandar pelo menos um recado de obrigado por tudo.
Como seria bom se todos os meses fossem como o primeiro mês de namoro.

domingo, 12 de agosto de 2012

Spice Up Your Life



Hoje as Spice Girls se apresentaram no encerramento das Olimpíadas em Londres, foi muito emocionante ver as 5 garotas cantando juntas novamente, desde 2008 que elas não cantavam.
Tenho uma historia de anos com as Spices, no final de 96 meu pai chegou com um CD e me disse: Olha comprei pra vc, a moça da loja disse que está vendendo bem...
Era o Spice, primeiro cd delas, foi amor a primeira escutada, desde então eu fiquei fanático, ou melhor, SpiceManiaco, comprava tudo que tinha delas, tenho tanta revista, os cd´s, singles, bonecas, caneta, perfume, figurinhas, porta-retrato, vhs, dvd.. e o pior que não chego nem aos pés de quem tem uma coleção mediana....
Entrei em desespero quando a Geri saiu do grupo em maio de 98, depois vieram os álbuns solos e o "fim" do grupo no final de 2000... alucinei com a volta delas em 2007, até porque haviam datas agendadas pra Buenos Aires, estava juntando grana para ir até o show, mas elas acabaram cancelando esse show...
Ver elas juntas e cantando como hoje, é uma coisa que só fã mesmo consegue descrever, é muito louco vc ver uma banda que vc sabe tudo delas, vc sabe o nome da mãe, do pai, quantos irmãos tem, comida favorita, sabe toda a trajetória até o sucesso, é muito doido, mas é maravilhoso,serei eternamente um SpiceFã!

sábado, 11 de agosto de 2012



Nicki Minaj - Marilyn Monroe

Posso ser egoísta
Você é tão impaciente
Às vezes, sinto-me como a Marilyn Monroe
Sou insegura, sim, cometo erros
Às vezes, sinto-me como se estivesse no fim da estrada

Posso ficar triste, posso ficar triste
Não sei que direção fica para cima
Sim, posso ficar feliz, posso ficar feliz
Como se eu nunca fosse descer

Chame-me de amaldiçoada
Ou só me chame de abençoada
Se você não consegue lidar com o meu pior lado
Você não conseguirá o meu melhor
Foi assim que Marilyn Monroe se sentiu, sentiu, sentiu?
Deve ter sido assim que
Marilyn Monroe se sentiu, sentiu, sentiu

É como se todas as coisas boas
Desmoronassem
Como Marilyn Monroe

A verdade é que erramos
Até conseguirmos acertar
Não quero acabar perdendo minha alma

Posso ficar triste, posso ficar triste
Não sei que direção fica para cima
Sim, posso ficar feliz, posso ficar feliz
Como se eu nunca fosse descer

Chame-me de amaldiçoada
Ou só me chame de abençoada
Se você não consegue lidar com o meu pior lado
Você não conseguirá o meu melhor
É assim que Marilyn Monroe se sente, sente, sente?
Deve ter sido assim que
Marilyn Monroe se sentiu, sentiu, sentiu

Leve-me ou deixe-me
Nunca serei perfeita
Acredite, valho a pena
Então, leve-me ou deixe-me

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Já Fui...

Já fui um retirante arretado
um pai de família afeminado
um bandido atrapalhado
e um vampiro apaixonado

Já fui um torturador sensibilizado
um marido assassinado
e um apostolo surrado

Já fui um agorafóbico viciado
um diretor desesperado
um guarda estressado
e um alter-ego perturbado

Já fui várias pessoas e já
vivi em vários atos,
mas tenho certeza que não deixaria
de viver essa maravilha,
a maravilha de fazer teatro.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Infância

Cresci numa casa onde nada era permitido, não podia falar alto pois meu pai estava assistindo o jornal, não podia fazer barulho enquanto brincava, e quando isso acontecia ele sempre gritava: Pare com isso, eu já pago escolinha, e pago caro, para você gritar e encher o saco lá!
Banhos tinham que ser rápidos, pois ia gastar muita água, se saísse de um cômodo e a luz ficasse acesa, era um tapa. Cresci vendo agressões físicas e verbais direcionados para a pessoa que mais amo, minha mãe, e aos 11 anos eu fui trabalhar, trabalhava do 12h30 até as 18h, 19h por 80 reais por mês, mas era a loja do meu meio-irmão, eu tinha que ajudar, ou seria taxado de preguiçoso e de ser uma pessoa ruim.
Uma vez, devia ter uns 9 ou 10 anos, após sair de uma festa de casamento no Lar dos Meninos aqui da cidade, eu estava eufórico, pois tinha um parquinho lá e eu me acabei de brincar, na volta meu pai perguntou: E ai, gostou da festa? e eu disse: Adorei, me diverti muito, muito, queria morar nesse lugar!
Ele parou o carro e me deu um surra no meio da rua, disse que eu era um ingrato, que eu deveria dar graças a deus por ter um lar.
Outra vez, quando uma outra meia-irmã morava na mesma casa que a gente, ela e seu filho, eu fui comunicar a ele que a piscina de plástico do neto dele estava vazando água, que deveria estar furada, levei outra surra, ele dizia que era eu quem tinha furado. Sem contar outras surras porque ele perdia 10, 20 reais e dizia que era eu quem tinha pego. Mas como a dor já tinha se tornado um meio de fazer eu me sentir vivo, eu não tinha medo de responder, eu não tinha mais medo de xingar, eu tinha marcas de cinta, de chinelo, de dedos, no corpo inteiro, mas eu não calava minha boca.
Na adolescência eu não podia colocar uma musica mais alta, não podia dormir com o ventilador ligado a noite toda, as vezes nem dormia de tanto calor, mas ia gastar muita energia.
Me lembro que aos 8 anos eu chorava e pedia pra morrer, eu queria morrer, eu queria viver num céu igual da novela A Viagem, era tudo tão perfeito lá. Aos 13 anos eu pensei pela primeira vez em me matar, fazia de tudo para ser atropelado; Devido a uma infância tão reprimida, ela durou muito mais tempo que o normal, com 15 anos eu queria ser um Chiquitito, dei um beijo somente aos 17 e a primeira vez que fui numa festa foi aos 18.
Quando descobri que piercings e tatuagens, existiam, mergulhei de cabeça, quer maneira melhor de sentir dor? E a tatuagem tem outra função também, pessoas limítrofes se sentem como se não tivessem pele, então a tatuagem passa a ser a nova pele, a armadura que o ego não dá conta de ser.
Embora eu tenha melhorado em diversos aspectos, vários resquícios dessa infância/adolescência estão e mim, meus banhos duram, estourando, 10 minutos, me policio ao máximo para não ter uma música alta, ou deixar uma luz ligada sem necessidade, embora meu pai tenha mudado, ele não é mais esse "monstro" que me criou, eu sinto que a qualquer momento, qualquer passo errado que eu der, ele vai vir e me dar outra surra, mas como eu disse as surras faziam eu me sentir vivo, então você pode se perguntar, porque o medo, se você gosta? Simplesmente porque eu me tornei uma pessoa descontrolada, sem limites e tenho medo de se um dia ele avançar sobre mim, eu revidar e acabar matando-o.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

sou eu...

Substitua a palavra Borderline pelo meu nome, Juliano, e você saberá 90% de como sou...

Borderlines
O borderline vive nos extremos.
Ou gosta ou detesta.
Ou é 8 ou 80.
O humor oscila temerosa e drasticamente.
Em um minuto está feliz e no minuto seguinte mortalmente triste.
Sendo que muitas vezes, sem um motivo aparente.
Suas emoções são como uma roleta russa.

Tem dificuldades em enxergar as pessoas como "um todo".
Ou enxerga suas qualidades ou seus defeitos.
Normalmente as vê como anjos ou como demônios.
Sendo que essa definição varia de acordo com a atitude da pessoa em relação ao borderline.

Da mesma forma pode se sentir sobre si mesmo.
Totalmente digno de valor e reconhecimento num momento e merecedor de desprezo ou até da morte no momento seguinte.
O border tem pavor a rejeição e/ou ao abandono.
Para ser aceito, pode se sujeitar a fazer qualquer coisa.

Extremamente sensível, uma pequena advertência ou crítica pode levá-lo a agressividade emocional ou física.
Possui extrema dificuldade em lidar com um problema. Normalmente não consegue enxergar várias alternativas para a solução do mesmo.
Apesar de sempre precisar de um cuidador, normalmente não é muito sociável, dando preferência ao isolamento na maior parte do tempo.
Daí a dificuldade em viver em grupo.
Desiste muito facilmente diante de quaisquer dificuldades e desventuras.
Um grão de areia pode se tornar um obstáculo montanhoso para um border.

Se culpa por ser diferente.
E quando a culpa pesa demais, joga-a no seu cuidador ou familiar mais próximo.
Cultiva o auto-ódio que se reflete aos que estão ao seu redor.
Quando o border diz que te odeia, ele não quer dizer isso, na verdade.
Ele quer dizer que odeia aquela situação presente da qual você participa, muitas vezes involuntariamente.

Tem dificuldade em terminar o que começa.
Das coisas mais simples às mais importantes.
Seja dar continuidade a um livro, um curso ou até mesmo a um relacionamento. Esse comportamento pode erroneamente rotular o border de preguiçoso.

O borderline está sempre insatisfeito e com uma sensação enorme de vazio. Nada o preenche.
Perde o interesse nas coisas com muita rapidez.

A compulsão também pode estar entre os sintomas de um borderline.
Seja ela por compras, sexo ou drogas, entre outras.
Muitas vezes, o borderline apresenta distúrbios alimentares.
Variando entre a anorexia, bulimia e compulsão alimentar.

Pode vivenciar momentos de despersonalização e/ou dissociação.
Em alguns casos mais graves surge a paranóia.
Costuma ter falhas na memória.
Apresenta dificuldade em ter uma identidade própria.

Normalmente se espelha na personalidade daquele com quem convive intimamente.
Por se auto-desprezar, o borderline tem tendência à auto-mutilação.
A auto-mutilação inclui não apenas machucaduras feitas com objetos cortantes mas também outras atividades que representem um perigo para si próprio, tais como praticar o sexo inseguro e dirigir inconsequentemente.

Por normalmente cultivar uma baixíssima auto-estima, é propenso a sufocar demonstrações de afeto.
O borderline, muitas vezes, dá a impressão de ser uma pessoa com um coração de pedra.
Mas ao contrário do que parece, o coração do border é de carne e osso, mas não tem pele e tal qual, sangra ao mais leve toque.
Texto de Wally Elsissy

Reinauguração

Hoje, grande reinauguração de... de.. de nada de interessante, apenas mais um blog de mais uma pessoa perturbada do mundo...